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terça-feira, 21 de setembro de 2010

FOTOS ANTIGAS DE CACOAL. A CIDADE QUE NASCEU NO SEIO DA FLORESTA EXUBERANTE.

Caros admiradores do "Bela Cacoal", bem que estava devendo a vocês imagens de nossa cidade em tempos de lactente da exuberante Floresta. Quando digo lactente, refiro-me a cidade que nasceste pequena e radiante, aquela aclamada de "Nova Terra" por povos vindos de terras distantes. Que me perdoe a inesquecível Creuci Maria Caetano Nunes, autora da mais bela poesia que é a letra do hino de nosso município, mas eu tive que parafrasear.

Cacoal foi contruída por gente anônima, gente que acreditou que esta terra fosse progressiva. Acertou aquele que não cruzou os braços e sacrificou a floresta exuberante. Do sacrifício surgiu o grande segredo secular "A nossa Amada Cacoal".

A cidade a que chamo de Bela Cacoal não foi projetada como outras que tem por aí. Ela foi criada por mãos de gente corajosa, pessoas anônimas que roçaram as primeiras ruas e construíram suas casas com pau a pique retirados da grande floresta.

Muitos dos anônimos que ajudaram Cacoal dar seus primeiros passos, já não podem contar a verdadeira história. Esses só podem ser lembrados com parte da história. E como forma de singela homenagem, peço permissão da grande escritora de nossa cidade, Lourdes Kemper, para mostrar algumas fotos que estão em seu livro - "Cacoal sua história sua gente".

Foto. Arq. Etelvino Muniz da Mota in: Kemper (2006, p. 194).

No início do ano de 2010, quando um alagamento tomou conta de várias ruas de Cacoal, fazendo com que muitas familias ficassem desabrigadas, nos fez recordar da grande enchente no final dos anos 70 (foto). É claro que eu não presenciei essa enchente. Porém, pude ver outras com uma proporção menor e que também as águas cobriram todas as pontes do rio Pirarara nos bairros Princesa Isabel e Floresta. Isso já foi no início dos anos 90. Vi as águas do rio Pirarara beirar a rodoviária dos colonos, vi também, casas totalmente inundadas e muita gente desesperada. Na época não tinhamos uma boa estrutura na corporação de Bombeiros e os regastes eram feitos por pequenos barcos a remo. Eu presenciei o desespero de muita gente. Pessoas que tinham perdido tudo. E perder tudo em uma época difícil como em 1992 era o caos. (Em 1992 a inflação era avassaladora).

Vista aérea da construção da Escola Fundação Bradesco (à frente) e do conjunto de casas populares BNH (ao fundo). Arq. da Escola Fundação Bradesco in: Kemper (2006, p. 63).

Para a geração que não conheceu uma escola no meio do nada, trago a vocês o que é acreditar no progresso de uma cidade. O que avistamos na foto acima? Somente a escola Fundação Bradesco e ao fundo as casas construídas pelo programa BNH, no bairro Nova Esperança. Quem diria que hoje (2010), pudessemos avistar diversas casas ao lado dessa escola. O bairro Cristal do Arco-Íris (foto) é hoje totalmente ocupados por belas moradias. No bairro Nova esperança, são poucas as casas que ainda conservam sua primitividade. Ainda, podemos ver que a avenida Malaquita tinha seu cordão umbilical dessepado pelo pequeno igarapé que nasce no bairro Novo Horizonte e desemboca no rio Tamarupá. Como se fosse hoje, posso lembra de quando tinha meus sete anos (1987), atravessávamos esse riacho por uma simples ponte de madeira feita somente para suportar pessoas. Acredito que as medidas não passariam de um metro e meio de largura. Do outro lado da avenida Malaquita (bairro Novo Horizonte e Novo Cacoal), podemos ver somente algumas casas no meio do mato.

Sede da subprefeitura na Avenida São Paulo - dezembro de 1975. Arq. Josefa Repiso Duarte in: Kemper (2006, p. 58).

Com a chegada de muita gente nos anos 70, ainda, no início dessa década, Cacoal precisou de uma sede Administrativa. E assim se fez. A sede da subprefeitura que antes era na avenida dois de junho deu espaço a um novo prédio (foto), agora na avenida São Paulo. Porém, meses depois, toda essa estrutura veio abaixo, ocasionado pela explosão de um botijão de gás. Fato ocorrido no dia 16 de janeiro de 1976. (KEMPER, 2006).
E a foto mostra algumas pessoas que contribuiram com a nossa história. A história da cidade de Cacoal. Pessoas que acreditaram no progresso, não tiveram medo de errar, e assumiram a responsabilidade de organizar melhor a cidade e abrigar aqueles que aqui chegavam.

Inauguração da Agência do Banco Bradesco, na avenida Porto Velho. Arq. Anivaldi Perdoncini in: Kemper (2006, 59).

O Banco do Bradesco S.A teve sua inauguração, na então, Vila de Cacoal no dia 25 de março de 1977. Uma agência neste lugar era necessário, uma vez que para se realizar alguma operação de crédito o lugar mais próximo era Ji-Paraná.

Fico aqui imaginando o quanto foi difícil para os primeiros comerciantes que aqui chegaram naquela época. Se sentiam inseguros com os valores recebidos durante o dia. E a agência do Banco Bradesco veio para dar maior confiança à aqueles que precisavam poupar para aqui mesmo investir.

Caminhão pau de arara chegando em Cacoal. Arq. Gelson Genuíno Borba in: Kemper (2006, 48).

Pessoas como essas (foto) foram as primeiras a demarcarem seus próprios lotes urbanos.
Migrantes em caminhões paus de arara que passavam pela BR 364 (ainda não asfaltada), ao avistarem inúmeros barracos ao longo do grande estradão paravam, apenas, para uma conversa. Maravilhas desse lugar eram contadas por aqueles que aqui já estavam. E assim, ao ouvirem, eram atraídas pelo magnetismo da terra fértil e amiga.

Leiam também: Cacoal Sua História Sua Gente de Lourdes Kemper.

Por Elisandro Félix de Lima

Um comentário:

Paulo Antonio Elias disse...

Belíssimo blog, amo Cacoal, e amei ver seus post´s.

tenho interesse de saber a sequencia das criações dos bairros.
tipo bairro e que ano foi criado.

mais uma vez parabéns

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